ECOS DA SOLIDÃO - 4
pobre do abandonado poeta
que acredita no amor aparente
que por ele se faz carente
ignorando o abuso vigente
pobre do abandonado poeta
curioso por uma explicação
indignado pela situação
lutando por dominar o coração
pobre do abandonado poeta
que sonha com conforto oceânico
que nem mesmo o pontual britânico
lhe sabe dizer quando volta
pobre do abandonado poeta
que entre extremos oscila
não sabe se vai ou se fica
fome que com ele vacila
pobre do abandonado poeta
solto no vento do mundo
envolto no véu imundo
egoísta vontade de tudo
pobre do abandonado poeta
que romântico ainda acredita
no amor em forma de pepita
indestrutível força criadora
feliz do abandonado poeta
que de novo consegue ver
nada do que existe importa
senão a firmeza com que se abre
a porta
e o vazio absoluto do Ser
28 jan 2007


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