Friday, December 22, 2006

ECOS DA SOLIDÃO - 3

triste do mineiro poeta
apartado das minas da mãe
do ventre fugindo
em rasteira
em frente seguindo
capoeira

triste do mineiro poeta
rodando e subindo no ar
constatando à revelia
que do ventre de onde partia
fluia o seu próprio lar

triste do mineiro poeta
cansado ele sobe a montanha
no alto ele monta campana
e pita um cigarro de paia

sereno e mineiro poeta
que recolhe alheia bandana
e observa
e sente
no prana

forte e mineiro poeta
que nas jubas tem
jubilado
o amor jamais
consumado

amor que é rosa
é rainha

é paulista curumim
que também vem da roça
tipo um cheiro de jasmim

feliz do mineiro poeta
sentado no trono do Cristo
é o amor que lhe era previsto

21 dez 2006

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