LADRÃO DE PALAVRAS
não há nada de novo
entre o céu e a terra
nem mesmo tão nobre discurso
ou aquele que o reitera
sou um ladrão de palavras
tomo para mim
os alheios dizeres
que publicados em folhetim
vendem prazeres
verborrágicos perfumes de jasmim
de meu mesmo
não tenho nada
só aquilo que como
mastigo
e dou uma cagada
colho palavras no mundo
como quem colhe bananas
palavras que eu não inventei
nem tão pouco entendi
de tanto que colho palavras
vez em quando sai um conto
tem conto feliz
e outro meio ácido
de grão em grão
empapuça-se o galináceo
13 nov 2006


0 Comments:
Post a Comment
<< Home