Thursday, November 16, 2006

O POETA

Cada palavra que me foge
Sepulta-me um palmo mais pro fundo
É gota de meu sangue que seca
Legando-me ao esquecimento moribundo

Cada palavra que a mim chega
E escapa
Nem mesmo torna-se
Vil bravata
Não é nada

Cada verso que imerso
No pote opaco e vazio
Mal chega a ser o inverso
Daquilo que morreu

Atento, Poeta!
O mundo precisa de ti!
O mesmo mundo que teus poemas
Consome
E que ao teu silêncio
Geme de fome
Paga teu vintém escasso
E a sopa que te mantém no passo

Dedica a ele, Poeta
O vai e vem de teu compasso
Pois o verso que lhe convém
Tu sabes
Eu mesmo faço

9 nov 2006

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