Friday, November 10, 2006

LÍQUIDO DO HOMEM

a vida do verbo
é proferida
escorre
e some

o verbo é o
líquido do homem
que brota na nascente do ontem
jorra pelos poros indefiníveis
do nada
e deságua no oceano infinito
absoluto

desenha o curso da experiência
escava o leito da criatura
entre meandros e bacias
mares e cataratas

o homem goteja líquido
entre as veias é o sangue
entre as árvores é o mangue
entre as rochas
renitente
arde o fogo que o ferve mole
loucura
tanto bate até que fura

9 nov 2006

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