Friday, December 15, 2006

O SILÊNCIO NÃO EXISTE

quem és tu
silêncio
que com olho cru
observas
cada pulso de mim?

o que significa teu não-falar?
que mensagem vem de ti?
qual o som que não ouvi
e nem sequer entendi?

melodioso e irresistível
silêncio
embala-me em voluptuoso
deleite
e beija-me com gosto puro
de leite
invisível harmonia

o silêncio não existe
tudo aqui é manifesto
a informação que não persiste
em cada ato indigesto
é o pai ao qual subiste
com a mãe de nobre afeto

como podes tu
silêncio
fingir-se taciturno
expressão do vazio
não fecundo
tendo brasão tão aceso
e diurno
além de calada face
fechada a todo mundo?

como podes estar
em silêncio
se ouço tanto de ti?

28 nov 2006

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