DEIXA A ABÓBORA ALASTRAR
Não tem como segurar.
Não tem como deter.
Depois que a abóbora começa, não pára mais.
Se podar uma vez, cresce outra vez.
Se podar de novo, cresce em dobro.
Levanta um muro e ela trepa por cima.
A corrente se arrebenta.
A abóbora só obedece à montanha, ao mato, ao rio e ao mar.
Tomba a tromba do bico do homem, que nada tem a fazer.
Se não tem como segurar
DEIXA A ABÓBORA ALASTRAR!
24 maio 2006


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